Te ver me dá desespero.
Você é desesperadoramente linda e simpática. Não digo que me rebaixo, mas abala as minhas estruturas contruídas com tanto suor e sofrimento, ainda mais em saber que agora todo este conjunto é uma pessoa melhor.
Pessoa melhor que eu ajudei a reconstruir com su tristeza e a minha felicidade culpada. Mas não haviam realmente culpados, haviam? Se sim, eu definitivamente estava entre eles.
E tudo isto volta. “What goes around, comes around”, não é mesmo? Duas superações e a minha derrota. Eu sei, é um crescimento, soa infantil demais chamar de derrota.
Mas onde eu coloco a minha dúvida? De milhares delas, a mais forte é em saber se as mudanças foram necessárias para uma re-união ou para uma superação plena. E eu não tenho como saber, as palavras não devem ser ditas quando uma resposta não deve ser pronunciada.
Eu não devo procurar pela resposta; eu devo esperá-la. Mas me corrói vê-los tão próximos, tão belos, tão bem.
(I don’t wanna go)
Eu estou desmoronando, mas prefiro esconder.
Chega uma hora em que tudo dói, e nada, absolutamente nada faz sentido. Alguns consolos daqui, algumas boas palavras dali, mas, de que valem? Nenhuma delas é realmente verdadeira. Nenhuma passa de protocolo. Quem realmente se importava não está mais aqui.
Pra onde correr? Eu ainda sofro, por mais que seja em menor escala, e eu ainda espero por algo, por mais que a espera seja desesperançosa.
Eu gostaria de entender por alguns instantes o que se passa na cabeça das pessoas. Na sua cabeça, na cabeça deles. Porque tanta inconstância e descaso? Porque hein? Nunca me fez bem, e eu não quero ter que falar sobre isso, eu não quero chorar sobre isso, mas parece que se torna cada vez mais necessário.
Um dia eu sei que tudo vai fazer sentido. Vou pode rir da confusão, chorar de rir pelas lágrimas que já rolaram… Sei que tudo tem uma razão, mas eu ainda não as conheço.
Prefira Borboletas
via prefiraborboletas
Eu sinto tanto a sua falta.
Te vi novamente, e isso causou um frio na barriga, um aperto no coração e uma sensação de paz e de alegria por estar próxima outra vez. Poder observar cada detalhe teu e decifrar o teu olhar eu ainda posso e sei, mas não devo. Sem contar o fato de que a distância que não é física ainda me impede de fazer isso.
Mas você estava próximo, cochilando tranquilo. O cansaço com o qual eu estava acostumada a acalentar estava ali sereno, por vontade própria, sem a necessidade da minha presença. Você estava em paz, você estava bem. Estava aparentemente satisfeito e feliz.
Falando nisso, eu sempre gostei de te observar dormindo. Você é tão bonito, sabia? Gosto da forma como você recosta a cabeça no travesseiro, até a forma como você relaxa seus pés quando apaga de vez. Você é tão bonito…
Eu queria te dizer tantas coisas, e perguntar tantas outras. Não posso. Mas será que você já está com um outro alguém em mente? Será que você não vê mais nada em mim? Será que você ainda sente a minha falta?
Eu não posso dizer nada, e nem devo. Eu preciso me recuperar, lembrar de como é me aproximar apenas através de trivialidades, lembrar de como é viver só te observando ao longe, desejando toda uma vida de sonhos (im) possíveis.
Eu sinto tanto a sua falta.
Seu cheiro ficou na minha roupa, junto com as memórias confusas de tudo que sempre foi “quase” e agora é “é”. A minha pele clama pelo seu toque, eu não queria te soltar nunca mais, mas a vida acontece e é a hora que você vai. Mas eu sei que amanhã e depois, você vai voltar. É porquê eu te quero, é porquê você quer voltar.
Seu beijo tão inesperado, cheio de desejo de quem esperou demais e carinho de quem só quer bem, me conquistou além do imaginado.
E eu acabei me despedindo daquele seu olhar tenro, extasiado e clamando por mais, talvez até mais do que os meus olhos eram capazes de captar e de expressar, de tantos sentimentos que brincavam aqui dentro. Sentimentos que não procuram forma, querem apenas serem sentidos. Sentimentos que, por algum motivo, eu posso confiar cegamente.
Eu tenho medo de que as minhas palavras não sejam o suficiente ou sejam em excesso… mas também temo perder o maior tesouro que um dia eu pude sequer imaginar receber.
Só que acima dos meus temores está a minha fé, me provando de uma vez por todas que o que é melhor sempre tem que esperar, e quando a espera é muito longa, parece que veio pra ficar.
Aquele seu jeito, que me traz calma no mesmo segundo que me agita, é algo que não consegui ignorar. Existem palavras que eu sempre quis ouvir, e de repente você chega sem aviso prévio dizendo todas de uma vez.
Eu tenho medo do que quer que seja que eu estou sentindo, medo das suas reações, medo das opiniões do mundo com as quais eu nunca me importei; mas agora que colocamos em prática todos aqueles diálogos que montei por noites e noites em minha cabeça, meu único medo é o de não poder ter você.
Gosto de chorar em silêncio quando já é tarde da noite. Nesses pequenos momentos, tudo que eu finjo não sentir pode finalmente vir à tona e eu posso ser realmente eu mesma, sem medo de repressões ou ressentimentos.
Durante os dias que se seguiram, eu começava a acreditar cada vez mais que não era uma pessoa tão ruim assim, e que na verdade os garotos só me deixavam na incerteza do “quase” por algum medo infundado de se aproximar, ou de me machucar.
E quando eu já estava praticamente convencida de que os problemas não eram comigo e sim com eles, as coisas acabam no “quase” mais uma vez.
E assim eu me vejo jogando fora tudo que eu tinha conseguido construir de bom sobre mim, jurando pela incontável vez que não me deixaria mais confundir simpatia com amor tão facilmente assim, mesmo não tendo certeza se eu realmente tinha confundido alguma coisa.
Quanto mais eu me aproximo, mais eu preciso me afastar. Eu tenho um coração que sente muita saudade, então é preciso manter distância daquilo que preenche vazio em troca de solidão.
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